23 Janeiro 2008

A mágoa

À semelhança de ácido que corrói a superfície na qual se encontra, a mágoa desgasta, a pouco, as peças delicadas das engrenagens orgânicas do homem, destrambelhando-lhe os equipamentos muito delicados da organização psíquica.
 
A mágoa é conselheira impiedosa e artesã de males cujos efeitos são imprevisíveis.
 
Penetra no âmago do ser e envenena-o, impedindo-lhe o recebimento dos socorros do otimismo, da esperança e da boa vontade em relação aos fatores que o maceram.
 
Instalando-se, arma a sua vítima de impiedade e rancor, levando-a a atitudes desesperadas, desde que lhe satisfaça a programação vil.
 
Exala amargura e desconforto, expulsando as pessoas que intentam contribuir para a mudança de estado, graças às altas cargas vibratórias negativas, que exteriorizam mau humor e azedume.
 
Quem acumula mágoas, coleciona lixo mental. 
 
Joanna de Ângelis
No livro 'Episódios Diários';
Psicografia de Divaldo P. Franco.